A Green Domus com o intuito de desenvolver uma oferta que atenda aos valores corporativos e os padrões de qualidade, acessibilidade e transparência dos nossos clientes elaborou um serviço que compensa as emissões de forma a garantir que a compensação é incontestável, considerando:
1 – Escopo:
É importante conhecer quais emissões estão sendo compensadas. Algumas ofertas do mercado são divididas por energia, transporte e outros (resíduos, etc). No momento da compra é importante se ter visibilidade do que está sendo compensado exatamente e por qual razão. Qualquer escopo de compensação é válido, desde que comunicado com clareza.
2 - Período:
Muitas atividades e projetos são utilizados para a compensação. É importante saber quanto tempo será necessário para compensar as emissões. Alguns projetos entregam reduções de emissões já verificadas, garantindo a neutralidade/compensação, no ato da comercialização, outras se propõem a desenvolver atividades que podem demorar meses, até anos para que a compensação seja de fato concluída.
3 - Mensurabilidade:
A redução de emissões deve atender a metodologias amplamente aceitas e se possível comprovadas. Para essa finalidade existem certificações de projetos que atestam a redução de emissões em diversos setores da economia com maior destaque às atividades energéticas, que são grande fonte de redução de emissões.
Existem certificações para todos os gostos. Desde os CER – que são os certificados de redução de emissão da ONU, passando por diversos certificados voluntários, conhecidos por VER (Voluntary Emission Reduction), que procuram absorver o mercado de projetos que não é regulamentado até ações independentes, com selos próprios que podem ter as mais diversas motivações.
4 - Adicionalidade:
Esse é, sem dúvida, o aspecto mais delicado no mercado de neutralização.
A certificação da ONU exige que todos os projetos tenham sido desenvolvidos com o intuito de reduzir emissões. Dessa forma, não se está comprando uma redução de emissões que ocorreria de qualquer maneira, acidentalmente. Isso garante que há um esforço adicional para reduzir aquela emissão e caso ela não seja comercializada, a redução não poderá ser mantida. Dessa forma a comercialização das reduções de emissão são um verdadeiro motivador para que haja cada vez mais redução de emissões e não uma receita extraordinária a uma atividade que naturalmente já teria emissões reduzidas, seja por economia de custos, ganho de eficiência, obrigação legal ou práticas de mercado.
É importante exigir do provedor de neutralização a indicação de qual o motivador dos projetos. Há pesos diferentes entre um projeto que recupera uma área degradada por obrigação ou determinação legal e um projeto que objetiva exclusivamente a redução de emissões. Uma área que deve ser recuperada por lei irá reduzir as emissões como conseqüência, e, portanto, presume-se que a redução de emissão é uma compensação de uma dilapidação ambiental previamente realizada.
A observação da adicionalidade traz muita consistência à compensação de emissões. A certificação da ONU aos projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo tem como condição sine qua non a adicionalidade.
5 - Irreversibilidade:
Tendo respondido a questão de período, ou seja, quando as emissões foram compensadas, resta saber se a compensação pode ser perdida? Seqüestro de carbono através de floresta pode ser perdido no caso da floresta se tornar objeto de reflorestamento para corte ou se eventualmente for atingida por uma praga ou até mesmo queimada, acidental ou intencional. Essa modalidade não pode garantir o seqüestro definitivo de carbono. Projetos que impedem a utilização de combustíveis fósseis, substituindo-os por energias renováveis (eólica, biomassa, solar etc) são emissões reduzidas definitivas, na medida que o combustível fóssil deixou de ser queimado.
6 - Transparência:
É importante que haja informação pública disponível dos projetos que estão sendo utilizados para compensar as emissões, permitindo ao comprador conhecer todo o histórico, o desenvolvimento, as certificações e o status do projeto que compensa suas emissões.
Essa abordagem de compensação é pautada nos valores da GD Neutral que buscam soluções locais para uma questão global, de forma que sua replicabilidade é condição fundamental para a credibilidade da solução.
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